Go big or go hone: Como esta frase entrou em minha jornada e explica o mercado de inovação em saúde

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Sim, você leu certo: Go big or go hone. O que a princípio seria apenas um typo, se tornou um mantra de vida para mim, ou seja: se não está bom, tudo bem, vamos aperfeiçoar, tornar a ideia mais sharp!

Bom, mas como a frase surgiu? Estava nervoso, preparando uma das primeiras apresentações do Varstation para justificar o investimento no seu desenvolvimento. Na reunião estariam diretores, conselheiros e investidores ávidos por uma nova ideia… alguma disrupção! Logo pensei: não posso ser trivial, tenho que trazer algo impactante!

The soup is never eaten as hot as it is served

A sopa não é comida tão quente quanto é servida.

Preparei uma apresentação utilizando todo o ápice da minha criatividade, com animações, interatividade, clean e com frases de efeito! Dentre elas, pensei em colocar a fatídica Go big or go home. Coloquei ela pois queria justificar o Varstation como um produto que não fosse apenas utilizado dentro do laboratório de genética do Hospital Israelita Albert Einstein, mas sim distribuído externamente. Minha visão sempre foi conseguir mudar o mundo para melhor (nem que fosse em uma fração infinitesimal).

Eis que realizei a apresentação e o feedback não foi bom. Recebi diversas críticas sobre escalabilidade do produto, credibilidade de disponibilizar o software, questionamentos sobre criação de uma spin-off, entre outras. Como cereja do bolo, me disseram: “Tira essa frase Go big aí do fim, isso não cola”. Neste momento eu li a frase e vi que tinha escrito ela errado, ali surgia o meu Go big or go hone.

Falhando de forma rápida, competente e constante

Voltei então decepcionado e com a história do typo. Compartilhei com meus colegas, quando a Belisa Godoy (Head de produto do Varstation), me falou:

“Silvio, o pior é que a palavra hone existe! Significa afiar.”

Eu, no auge da minha ignorância, fiquei olhando para ela enquanto minha mente explodia. Era óbvio! E toda a filosofia da inovação? Se há de errar, que seja rápido… que seja mutável… que seja para melhor!

A inovação envolve a exploração constante de terrenos desconhecidos. Portanto, a tolerância ao fracasso deve ser uma das características principais para se trabalhar neste ramo. O incerto anda de mãos dadas conosco a todo momento. O frio na barriga de um passo em falso para cair do penhasco deve ser o que nos motiva a manter o foco em alcançar o objetivo.

Ouso dizer que na área da saúde toda esta pressão é mais latente, uma vez que uma falha não irá fazer com que alguém demore a receber seu motorista particular ou que sua série favorita não carregue. Falhar no setor da saúde é diretamente correlacionado com a vida de alguém. Não dá para esperar mais um dia para o diagnóstico, não é possível falhar.

Existe apenas uma forma de minimizar este risco: Trabalhar com pessoas extremamente competentes (sugiro para todos a leitura de um artigo sobre o assunto – ver 1)! Mesmo tentando acertar, muitas vezes vamos errar e nos deparar com situações inesperadas. Somente acompanhado de pessoas capazes, maleáveis e dispostas a aprender, é possível falhar, mas falhar de forma eficiente! Falhar enquanto se mantém aperfeiçoando.

Continua […]

Referência:

  1. Robinson, R. 4 Simple Ways To Scale A Startup In An Increasingly Expensive World. Forbes. Nov 6, 2018.

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